Segunda volta das eleições Presidenciais à falta de melhor...
Está a esgotar-se o tempo de, tanto os vencedores da primeira volta refrearem a euforia pela meia vitória conseguida, como os derrotados lamberem as feridas e apagarem as marcas provocadas pelas derrotas humilhantes, mais que espetáveis e evidentes, patentes, com clareza meridiana, na frieza e na evidência dos números apurados na votação do passado domingo.
Porque, como raramente acontece, o certo é que depois de uma campanha que durou quase tanto tempo como as obras de santa Engrácia, o resultado ficou muito aquém do mínimo exigido pela Constituição para a eleição, à primeira volta, do Presidente da República, é chegada a hora de todos, eleitores, políticos e candidatos apurados para a segunda volta, pararem para porem as suas ideias em ordem, fazerem a sua autocrítica e decidirem fazer tudo que estiver ao seu alcance para preparar uma segunda volta que os dignifique a eles próprios e ao exercício da atividade política.
Os eleitores, não tendo ninguém de quem se queixarem a não ser de si próprios, quer queiram quer não, estão de novo confrontados, e quase me apetecia dizer castigados, e que é bem feito, com nova dose de três semanas de campanha eleitoral que terão de gramar para uma segunda volta da recente campanha eleitoral, tão desnecessária, quanto inútil, a qual facilmente poderia ter sido evitada, bastando para isso que, da parte dos mentores deste processo, houvesse um pouco mais de inteligência, sentido de estado e atenção para o muito que estava em jogo nestas eleições, nomeadamente quanto ao perfil e às indispensáveis capacidades de todos os concorrentes, tanto dos que foram empurrados pelas estruturas partidárias, como dos muitos aventureiros e oportunistas que, só para se mostrarem e gozar com o “Zé Pagode”, tiveram o arrojo e a pouca vergonha de, à sombra do que está consagrado na Constituição em vigor, não perderam a oportunidade para se candidatarem, sabendo à partida que não tinham o mínimo de interesse, capacidade e competência para o fazer.
Porque não foi assim que quiseram e muito raramente alguma coisa se resolve por si própria, reconhecendo que não seria bem isto o que muito gente esperava, é inegável que, na atual conjuntura política, económico e social, interna e externa, Portugal precisava e merecia muito mais e melhor.
Contudo, “À FALTA DE MELHOR”, analisando, ponto por ponto, o perfil e o histórico dos dois concorrentes, atendendo tanto ao seu perfil de homem sério e honesto, como à maneira clara, competente, comprometida, nobre e digna como fez a sua campanha, com total respeito pelos seus adversários e o compromisso público de exercer o seu mandato segundo o que está consignado na Constituição, bem como às provas dadas em toda a sua atividade profissional e brilhante carreira política, que deixam a anos luz de distância o seu adversário, para garantir a estabilidade, a democracia, o progresso, a paz e concórdia entre todos os portugueses, no próximo dia oito de fevereiro a única decisão segura é votar ANTÓNIO JOSÉ SEGURO
