Torre de Moncorvo

PAN chamou autarca ao Parlamento para explicar funcionamento do canil e alegados abates ilegais

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Publicado por Glória Lopes em Seg, 01/26/2026 - 10:43

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Menezes, anunciou que o município vai avançar com a construção de um novo Centro de Recolha Oficial (CRO), “que permitirá melhorar significativamente as condições de acolhimento, acompanhamento e bem-estar animal”.
O autarca reconhece que “o modelo atual não é o ideal”, afirmou na Assembleia da República, na Comissão de Agricultura e Pescas, no passado dia 20 de janeiro, onde foi ouvido a pedido do PAN- Pessoas Animais Natureza, que acusa o município de “gastar 144 mil euros na gestão de um canil ilegal” gerido pelo Club de Caça.
Segundo a deputada do PAN, Inês Sousa Real são gastos “70 mil euros por ano para uma única box de animais errantes, seis funcionários mais a veterinária municipal, num espaço que aluga boxes a terceiros. Há denúncias de abates ilegais. Muitos animais continuam nas ruas, sem resposta da autarquia”, afirmou a parlamentar.
O Presidente da Câmara garantiu que “não existem práticas ilegais de abate ou eutanásia de animais” e que “os animais errantes não pagam qualquer taxa, nem é cobrado qualquer valor a quem sinaliza ou alerta o Município para a existência de animais errantes, procedendo a autarquia à sua recolha e encaminhamento sem custos”.
José Meneses garantiu que “não é verdade que a médica veterinária municipal esteja condenada ou constituída arguida”.
O procedimento no canil, explicado pelo autarca, revela que “todos os animais recolhidos são tratados com dignidade, acompanhados clinicamente e encaminhados para adoção sempre que possível. As taxas municipais aplicam-se exclusivamente aos donos dos animais, quando estes são recolhidos na via pública por incumprimento do dever de guarda e vigilância”.
O alojamento atualmente utilizado funciona ao abrigo de um protocolo celebrado entre o Município e uma entidade parceira, sendo acompanhado pelas entidades competentes, nomeadamente a médica veterinária municipal.
Desde há mais de 20 anos que dezenas de animais foram entregues para adoção a associações que os enviam para o estrangeiro, uma prática que o autarca admitiu.

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